o cemitério

o cemitério

Ler O Cemitério, do Stephen King, foi uma pequena grande saga, eu diria. Comecei a lê-lo no dia 31 de outubro do ano passado e fui terminá-lo só esse mês. Acho que só demorei tanto assim para terminar um livro em Crime e Castigo. Bom, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? E, por mais que não pareça, eu adorei o livro.

O Cemitério foi o primeiro livro do autor que li, e o motivo da escolha foi muito simples: Ramones. Uma das minhas músicas preferidas da banda é Pet Sematary e ela foi inspirada nesse livro do Stephen King. I don't want to be buried in a pet cemetery. I don't want to live my life again. A grafia errada do nome "sematary" é proposital, é assim mesmo que está escrito na obra (ou, em português, "simitério").

O livro conta a história de Louis Creed, um médico que acabou de se mudar com a sua família para uma casa da cidadezinha Ludlow, no Maine. Com ele, foram Rachel, a mulher, Ellie, a filha, Gage, o bebê e Winston Churchill, o gato de Ellie. Assim que chegam na casa nova, a família conhece o vizinho, Jud Crandall, um senhor muito simpático que é casaco com uma senhorinha fofa, Norma. Por mais bonita que fosse a casa e fossem boas as expectativas - Louis estava começando num novo trabalho - a vida da família não tem sossego.

As coisas estranhas começam a acontecer quando Louis vai para o seu primeiro dia como médico na Universidade do Maine. Um acidente brutal acontece com um dos alunos e ele precisa socorrê-lo. Por mais que a cabeça do paciente estivesse destroçada, ele ainda consegue falar com Louis para alertá-lo. E, como se não bastasse, ainda aparece em seus sonhos (?) para avisá-lo do perigo do "simitério" dos animais.

Até que um dia, Church, o gato de Ellie, é atropelado enquanto Louis está sozinho em casa (e a família passa um tempo com os pais de Rachel). Jud, seu vizinho, na esperança de ajudá-lo, mostra o caminho que está além do "simitério". E qual não é a surpresa de Louis quando o gatinho aparece vivo da Silva de volta à sua casa? Calma, esse spoiler não é tão grande assim - ele está escrito já na orelha do livro. A verdade é que esse fato impulsiona Louis para o que virá daí para frente.

O livro não é tão aterrorizante, acho que o ponto forte dele é o fato de questionar e refletir sobre a morte. Não só Louis fala sobre isso, mas todos os personagens tocam no assunto de certa maneira. E todos eles têm jeitos diferentes de encarar a morte. Claro, todos nós temos uma experiência diferente com ela. A escrita de Stephen King é leve e fácil de assimilar e, por isso, fiquei com muita vontade de ler outras obras dele. Quem sabe Carrie, a Estranha ou O Iluminado, né?

Adorei poder conhecer um pouco sobre o modo de escrever de Stephen e como ele desenvolve o enredo. Para quem gosta de terror muito explícito, esse não é a obra certa. Mas: se você curte uma boa história com terror leve, vai em frente. ;)

jane eyre

jane eyre

a redoma de vidro

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