Psicose, de Robert Bloch

Psicose, de Robert Bloch

Até esse ano, não sabia que o clássico filme Psicose, do grande Alfred Hitchcock, era inspirado em um livro. Fui descobrir quando vi o filme Hitchcock, com o Anthony Hopkins. Ainda assim, eu meio que desencanei. Deveria ser um livro velho pra caramba e, com certeza, não deveria haver nenhuma versão nova no Brasil. Até que em agosto, passeando de bobeira na Livraria Cultura de Brasília, numa visita à minha mãe, eis que uma edição de Psicose começa a piscar na prateleira para mim. Quase nem acreditei! Agarrei um livro de um jeito que só os leitores loucos sabem.

Minha mãe, comovida com a situação, comprou o livro de presente para mim. \o/ Mas não quis lê-lo logo de cara. Estava com medo de me decepcionar com a história. Sempre acontece isso, né? A gente curte demais um filme e, quando vamos ler o livro, temos medo de que não tenha nada a ver com a primeira história. Com "O Curioso Caso de Benjamin Button" é assim. O filme com o Brad Pitt não tem relação quase nenhuma com o conto de Scott Fitzgerald, que tem um ponto de vista muito mais negativo sobre a vida de Benjamin. É bom, de toda forma, porque Fitzgerald é foda. Olha aí, já mudei de assunto. Voltemos ao nosso assunto do título!

Psicose, de Robert Bloch

O livro é incrível. Acho que se tornou ainda mais emocionante para mim porque não lembrava de muitas partes do filme do Hitchcock. Já vi umas três vezes, mas ainda assim consigo esquecer algumas partes - uma habilidade que eu domino bem demais (tanto com livros quanto com filmes). O livro não é um "material especial" do filme Psicose, só para ficar bem claro. Ele tem a sua própria história, da qual Hitchcock se apropriou e levou para o cinema.

Não li de um dia para o outro, mesmo porque estava em época de provas na faculdade, mas, cada vez que sentava no ônibus ou esperava alguém, abria logo na página que tinha parado. Foi do tipo leitura viciante. Estava sentindo falta de algo assim, que me envolvesse por completo na história.

Norman Bates é uma personagem cativante, apesar de seus atos medonhos. Robert Bloch, inclusive, se inspirou na história de Ed Gein, um assassino americano que também era solitário, vivia em uma localidade rural isolada e teve uma mãe muito dominadora. Não quero falar mais para não estragar a surpresa de quem ainda não leu o livro ou viu o filme, mas o desenrolar é algo bastante aterrorizante - ainda mais se você imaginar que realmente existiu alguém que fazia tais coisas.

Psicose, de Robert Bloch

Para finalizar, quero dizer que essa edição limitada da DarkSide é puro amor! Fiquei impressionada com a qualidade, com o cuidado que a editora tem ao confeccionar os livros. O livro possui capa dura e várias imagens do filme ao longo da narrativa. Ou seja, um material bem especial mesmo. Achei tudo muito bem pensado, desde a fonte escolhida à gramara do papel. Então, se vocês estão pensando em ler a história também, procurem por essa edição. Custa 60 reais, mas tenha certeza de que serão muito bem investidos. ;)

Quem também é fã de Psicose como eu, também deve assistir ao seriado Bates Motel, que conta a história de Norman e sua mamãe Norma. Falei sobre ele aqui! E para quem quiser saber mais sobre o que fala o livro, indico esse post aqui (com spoilers, hein!).