O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway

O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway

O sol se levantou e aqueceu os corações dos homens depois de uma grande e longa noite. Depois da ressaca da primeira grande guerra, os soldados do mundo se dispersaram e foram todos comemorar a vitória e dias ensolarados e felizes começaram. Americanos ricos vagavam de bar em bar  em Paris, a cidade luz, junto com artistas, literatos, cineastas e loucos de toda a espécie. A cidade fervilhava, em agitação e loucura, regada a muita bebida.

A lost generation agitava a Europa. Fitzgerald, Hemingway, Gertrude Stein, Ezra Pound, entre outros, corriam de bar em bar, à procura de inspiração para novas histórias.

O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway

Essa breve introdução se enlaça com o enredo do livro O Sol Também Se Levanta. Na primeira parte do livro, vemos os personagens, que se confundem com o autor e seus amigos, às voltas pelos bares e cafés de Montmartre.

O protagonista – o próprio Hemingway para olhos mais atentos – Jacob Barnes ou simplesmente Jake, é um correspondente internacional e boêmio (não necessariamente nessa ordem) que, em função de um acidente de guerra, ficou impotente. Isso não é muito bem explicado no livro, mas há algumas pistas ao longo da narrativa que nos levam a essa conclusão. A história gira em torno de seu relacionamento com Lady Brett Ashley, uma garota fútil e impulsiva – que é encarnada por Ava Gardner em um filme de 1957.

O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway

Hemingway era um admirador da boa vida, gostava de beber, comer, caçar e corridas de touros.  Um boa praça, que reunia bons amigos, sempre a procura de uma farra.

Hemingway transforma em personagens seus amigos e companheiros de viagem. No caso, o acompanharam na farra de bar em bar, Robert Cohn, Bill e Mike. Ou melhor, na vida real, eram Frank Sinatra, Gertrude Stein e Fitzgerald (essa é uma interpretação, em função dos traços característicos de cada personagem). Eles vão para Pamplona, durante a festa de São Firmino, ver as corridas de touros.

O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway

Hemingway era apaixonado pelas touradas – uma das coisas bacanas do livro é a descrição delas; ele as descreve como se fossem uma verdadeira dança, cheia de harmonia, sensualidade e ritmo. Ele é um aficionado, um apaixonado pelas corridas.

Pretendo não contar mais detalhes, estragaria a história!

A impressão que o livro dá, ao final, é que tudo não passou de uma festa – uma semana de carnaval – e no final, fica só a ressaca. O livro é assim, uma grande bebedeira, uma festa, onde, no final, só sobra a ressaca!

Desculpem-me pela ausência durante esse tempo. É que o período de eleição me deixou muito ocupado e só agora voltei a ter tempo para fazer coisas legais! :)