Abril: A Culpa é das Estrelas

A Culpa é das Estrelas foi o título escolhido para o mês de abril do Desafio Literário do Tigre, com o tema: hype do momento. Fiz uma enquete com outros livros no Instagram, mas depois percebi que teria de ler um best-seller - afinal, clássicos nunca são hype, né? E esse do John Green foi o meu escolhido.

Preciso confessar que: tenho preconceito com best-sellers e livros do tipo Young Adult. Quem visita o blog há mais tempo, sabe que eu gosto mesmo é dos clássicos, de grandes nomes da literatura mundial. Meu pé atrás com obras YA é justamente a facilidade de leitura. Li A Culpa é das Estrelas em dois dias de idas e vindas de ônibus. Ou seja, poderia ler uns 15 desses por mês. Só que aí eu não vejo graça nenhuma. Livros que não exigem muito de mim, só aceito uma vez ou outra, para a minha mente não se acostumar mal e se tornar preguiçosa.

E então li A Culpa é das Estrelas. Quem viu meus vídeos percebeu que eu gostei bastante - e fiquei bastante surpresa por causa disso. Quando você se propõe a ler uma obra YA, você precisa vestir a camisa, afinal é uma história sobre adolescentes de 16 e 17 anos. Não dá pra comparar com um Irmãos Karamazov da vida, mesmo porque não faz sentido, são coisas completamente diferentes.

Bom, dito isso, vamos lá.

Abril: A Culpa é das Estrelas

Muito mais do que o amor entre dois jovens, o livro fala sobre a vida, a ausência dela e o sentimento de que a perderá a qualquer momento. Agora pensem nessa realidade angustiante vivida por adolescentes com câncer. Inevitavelmente, senti empatia pela história, me vi de novo há 8 anos. Enquanto andava de ônibus ou fingia que assistia a uma apresentação chata de grupo, precisei me conter para não chorar. Em um dado momento, até fechei o livro. O câncer não é uma doença bonita, nem para quem sofre e nem para quem está por perto.

Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra. (A Culpa é das Estrelas)

Uma das coisas que me chamaram atenção é que, durante a obra, conseguimos encontrar várias referências a clássicos da literatura, como O Grande Gatsby, Ulisses e peças de Shakespeare. Além disso, ele trouxe lembranças deliciosas de Amsterdã, porque o casal viaja para lá. Agradeço a John Green por ter me proporcionado isso. :)

É um livro de muitas frases bonitas. Por mais incrível que pareça, me deixou bastante surpresa em alguns momentos. Acho que, por estar tão imersa na história, eu deixei passar pistas sobre o enredo que eram tão óbvias. De qualquer forma, vi pessoas falando que acharam bobo, infantil e previsível. Nunca leremos os mesmos livros. Para mim, foi uma boa experiência e que me incentivou a ler, do mesmo autor, Quem é você, Alaska? - que dizem ser o melhor dele. Deixei de ter ódio por ser um best-seller. Às vezes pagamos a nossa língua, né?

Quem lê em inglês, pode dar uma olhada nesse texto do blog A Beautiful Mess (contém spoilers muito importantes, tá?!?!). Uma amiga me indicou e eu gostei bastante. Também indico o vídeo-resenha da Tatiana Feltrin sobre o livro, que bate bastante com a minha opinião.